
João, Miguel e Nêne Panadés iniciaram a segunda geração de motociclistas da família.
Aprendendo mecânica e técnicas de pilotagem com o pai, que corria no autódromo de Interlagos em São Paulo, os três irmãos também partiram para as competições criando um currículo recheado de profissionalismo, troféus e muita experiência em pistas.
Miguel Panadés Carrillo...
...participou de competições de motovelocidade entre 1972 e 1974 e a partir daí tornou-se mecânico de alguns pilotos que fizeram história em Interlagos, inclusive seu irmão mais novo, Nenê, que entrou para as pistas aos 13 anos competindo nas categorias 50cc e 125 especial RS acumulando uma quantidade considerável de troféus entre 1975 e 1981.
No ano de 1977 os irmãos Panadés herdaram do pai a oficina MOTO PANADÉS e com ela construíram suas vidas. Sempre dedicados ao motociclismo, travaram relacionamento com uma infinidade de pessoas e ficaram conhecidos por quase todo o Brasil.
Dedicaram-se nos últimos anos a grandes fabricantes de motocicletas, sempre aprimorando técnicas no acerto das mais diversas marcas existentes no mercado.
A terceira geração...
...está sob a responsabilidade de Leandro (filho de Miguel/neto de Miguel) que começou a perturbar adversários aos 16 anos (1996) pilotando uma CBR 450cc.
Em 1999 passou a pilotar uma 125 especial RS levando o troféu de campeão na categoria B e vice-campeão em 2000. Não bastando, pois para quem tem talento o máximo é sempre pouco, os Panadés partiram para uma briga com gigantes e, em 2001 ousaram enfrentar as feras do Mundial de Motovelocidade no Rio de Janeiro.
A coragem falou mais alto, sem o apoio do fabricante, Leandro e sua equipe enfrentaram, com uma moto ano 1998, pilotos equipados com motores, quadros, pneus e tudo mais de última geração.
Valeu o esforço, valeu a dedicação, valeu a falta de apoio do fabricante, mas valeu mesmo o talento e a coragem do piloto e equipe, pois Leandro largou em 31º e chegou em 19º lugar, carregando em sua carenagem um adesivo com o nome de sua filha: VICTÓRIA.